Testemunhos

Início » Testemunhos

Estes são alguns dos testemunhos de quem fez/faz psicoterapia:

Eu Luís, venho por este meio agradecer à dra. Andrea Moniz por sempre me ter apoiado num dia em que me encontrava muito desesperado. À dra. pedi ajuda que foi concedida, apesar de eu não ter grande qualidade de vida, ela providenciou ouvir-me e eu vim muito mais animado e já por alguns anos continuo a ser ajudado. Isto não é treta, pois a dra. providenciou que eu fosse visitado pela dra. Tânia Fonseca, a quem muito quero agradecer, pois a sua visita ajuda-me a continuar a viver. Por isso ás duas quero agradecer, o vosso acompanhamento psicológico que tem sido "à maneira"! 
 
Assinado: Luís Ferreira Madureira
 
23/04/2015

 

 

Desde já agradeço a sua compreensão e meu sincero e profundo agradecimento por estes meses q me fizeram voltar a pensar como pessoa e como alguém que pode retribuir ao mundo o que sente e o que é.

R.S. Set. 2012


 

Ontem ao chegar à Calçada do Lavra -  uma escadaria com cerca de 100 degraus -, ao contrário do que é habitual, toda a escadaria estava sem ervas daninhas. Não há vestígio de folhas secas. Não se vê um resquício de lixo nos degraus. Há muito tempo que não era limpa!Faço uma analogia com a psicoterapia. 

Quantas e quantas escadas a Andrea me ajudou a descer fundo, 

a lavrar, a olhar de outro ângulo, a reconstruir os degraus esburacados, 

a limpar das ervas daninhas, a separar do lixo, a esperar pelo sol para as repintar, a polir, a fortificar.

 

Quantas e quantas escadas me ajudou a aceitar para de novo as voltar a subir. 

A calçada ninguém a pode subir por mim, mas agora o caminho está aberto, desempoeirado, livre e limpo.

É imensa a gratidão que sinto pelo seu/nosso trabalho. Nunca desista de ser psicoterapeuta! 

Até à próxima. 

F.R. Ag. 2012


 

O meu testemunho sobre o distúrbio das crises de pânico

 

Sou uma mulher que aparentemente viveu a sua vida numa normalidade comedida.

Tenho 47 anos e há sensivelmente 30 anos, tinha eu 17, o percurso escolhido, que pensava ser certo, sofreu alterações irreversíveis , marcas indeléveis. O importante é que o saldo foi positivo, arrependo-me mais das coisas que não fiz, mato instantaneamente esse pensamento com o que ainda poderei fazer.

Não vale a pena dramatizar, esta ideia acompanha-me diariamente.

 

Sorri, ao escrever distúrbio, porque é muito mais do que isso, é  incomensuravelmente desmedido , como uma dor acutilante que se instala e fica sem ser convidada.

 

Há 17 anos, andava ligeiramente desmotivada ou desconcentrada nos estudos, fazia diariamente o percurso do antigo 15, hoje autocarro nº 858.

Já tinha tido várias ameaças de mau estar, mas esta iria marcar-me em definitivo.

 

Comecei a ficar agitada sem saber porquê, de imediato sobressaltada e assustada. Só conseguia  pensar quero sair daqui, tenho que sair daqui! Comecei a ficar muito nervosa, a cabeça oca, sentia o coração a bater tão depressa que aparecia com o som amplificado ressoando no meu corpo todo , a garganta seca, não conseguia engolir, nem sequer respirar. De repente as pernas tremiam tanto que não percebi como me sustinha em pé. Tentando enxotar estas sensações todas, perdida, perdida era a palavra, começava a  sentir- -me viajar, como se não fosse o meu corpo, eu estava nesta dimensão , estava num mundo paralelo a afogar-me consumida pelo medo, o surreal, o que me está a acontecer..?, as mãos húmidas, a cabeça a latejar, as tonturas. Senti que me estava a morrer , estarei a enlouquecer, que faço? Que faço, SOCORRO!!! Tirem-me daqui…….e tudo isto em simultâneo…..Vou morrer, pára, pára, por favor pára ! Uns minutos pareceram horas e passou.. e eu senti-me despojada de alma . abandonada e vazia, desmembrada e dilacerada, vil e violentemente vilolentada.

Consegui sair do autocarro, trôpega, cansada, como se tivesse feito 3 directas de seguida e atropelada por 4 camiões mais uns tantos comboios….

Uma tristeza infindável apoderou-de de mim e chorei, a chorar , arrastei-me humildemente para o  autocarro de volta a porto seguro.

 

Não fui direita para casa, afinal tinha faltado às aulas e como o explicaria? Fui ao café ter com um amigo que se esforçou imenso para decifrar a linguagem que usei para explicar o que me tinha acontecido.

 

À noite tudo me parecia pior , comecei a saber o que é o medo antecipado e era uma tortura chinesa o ritual de deitar….para não dormir e tremer sem controlar o corpo, noites vazias de sono e cansaço.

 

A vida continua, e dava por mim a entrar nos autocarros e sair a medo logo na paragem seguinte.

Passava as manhãs de Inverno, sentada em bancos de jardim a escrever e padecia de pena profunda de mim própria, com sentimento de solidão, tal como os velhinhos que sentam nos jardins porque nada mais têm para fazer. Eu tinha, tinha que fazer tempo para justificar as minhas faltas às aulas.

 

Comecei por ir devagar, apanhava autocarros onde havia caras conhecidas, sentia algum conforto.

O mais difícil era deixar os pensamentos fluírem, não! Estava estagnada e parecia um disco riscado, teriam sabotado a minha imaginação juntamente com a essência da minha alma?

Passei a andar sempre acompanhada e assim julguei que resolvia a minha vida. Se as colegas que faziam o mesmo percurso não iam, eu também não. Chamei a isso a minha bengala.

A isto chama -se evitação , evitava tudo o que podia suscitar agitação, nada de centros comerciais, hiper mercados, multidões, cinemas, restaurantes ….enfim qualquer sítio do qual possamos sair de rompante.

Nessa altura aparece aquilo a que chamo músculo, sim a nossa força é como um músculo e senão for trabalhado definha, encolhe. Resumindo, a minha zona de conforto era cada vez menor e a de confronto cada vez maior, inversamente proporcional. Passei a ter medo do medo do medo, surgiam novos medos, não conseguia comer por causa da ansiedade em que estava, deixava a comida no prato com medo de me engasgar…Quase desisti.

Foi o amor e compreensão da minha mãe, infinita paciência, conjugada com fármacos e exposições graduais às situações que geram medo que ajudaram a ultrapassar esse purgatório.

 

A palavra distância passou a ser conotada com dor.

Qualquer lugar está mais longe e demora mais tempo do que a distância que tem que se percorrer.

 

Aprendi lugares comuns genuínos, devagar se vai ao longe, através de psicoterapia comportamental.

Aprendi sozinha por instinto a fazer relaxamento , com contracção e relaxamento dos músculos, articulado com respiração profunda faz verdadeiros milagres.

Aprendi que uma crise de pânico acompanhada por alguém  é bem pior do que quando estamos sós, apercebemo-nos que não existem bengalas e só podemos ser nós a vencer esta guerra.

Aprendi a desafiar o medo, a incitá-lo..

Aprendi que  dar ordens a mim própria, antes e durante as crises ajudam muito (TU VAIS CONSEGUIR! ESTÀ TUDO BEM! Mesmo que seja ofensivo.. ÉS UMA MULHER OU UMA COBARDE.

Aprendi que quando se ultrapassa um obstáculo que julgávamos incontornável. Nos dá tanta força, alegria e exemplo para liquidarmos o próximo desafio.

Aprendi que ninguém morre de ataques de pânico.

 

Tinha centenas de histórias para contar, mas não me vou alongar.

Sou uma mulher corajosa de 47 anos e sinto-me feliz, hoje sou mais forte, conforta-me saber que quem padece deste mal, nos dias de hoje tem informação sobre o assunto, tem apoio e mais rapidamente ultrapassará, com menos passos.

 

Estou bem, será que posso ajudar alguém????


Psicoterapia para mim é uma forma de intervenção usada pelo psicólogo, cujo objectivo é promover o conhecimento e desenvolvimento do paciente, de forma a que consiga usar o seu potencial na resolução de problemas do dia a dia tornando-se assim cada vez mais funcional.

T. P. ( julho09, em terapia desde 2007)


No início, Há 2 anos, fazer psicoterapia era algo que eu necessitava, como se fosse deixar de respirar.
Para mim, era tão importante estar com a Psicóloga, como provocar discussões e agredi-la verbalmente.
Era uma hora em que eu podia ser criança ou não; podia falar ou não; podia chorar ou não; podia ouvir ou não; podia tentar ser eu ou não.
Também nessa altura eu não tinha um equilíbrio emocional que me permitisse ouvir, interiorizar e reformular os meus sentimentos ou atitudes.
Não conseguia gostar de ouvir tudo o que a Psicóloga me dizia numa sessão e resistia ferozmente perante as suas tentativas de me ajudar a..... mudar, aceitar-me, aceitar os outros, gostar, ouvir, pensar.
Sim, para mim até o pensar estava comprometido.
Eu precisava incondicionalmente de estar com a Psicóloga, de a ouvir, de a entender e...... contradição detestava lá estar, detestava as suas propostas, as suas tentativas de me fazer sofrer.
Sim, ela, a Psicóçoga, fazia com que eu sofresse bué. Mas, dava-me aquele dedo de carinho e segurança que eu tanto precisava para sair do meu túnel.
Recorria frequentemente ao choro e a atitudes infantis. Será que eu queria ser de novo aquela criança?
Tudo isto foi-se transformando numa grande tranquilidade e confiança para com a minha Psicóloga.
Hoje eu sei que sem ela e a Psicoterapia não teria conseguido ultrapassar a situação desequilibrada e dolorosa em que me encontrava.
Ainda tenho alguma dificuldade em ouvir algumas coisas que a minha Psicóçoga me diz.
Sim, por vezes ainda sinto alguma sensação de traição. "Então? eu que gosto tanto de si e a Sra. faz com que eu me questione?"
Mas é bom, muito, muito bom.
Não conseguirei viver sem psicoterapia, pelo menos nos tempos mais próximos.
Penso que seria importante que todos tivessem aquele porto de abrigo que eu continuo a ter, agora só mensalmente.

Obrigada minha Psicóloga. Sei que não pode ser minha amiga porque é minha Psicóloga, mas... eu gosto muito de si, tenho grande respeito e amizade por si e o meu dia-a-dia fica mais calmo só de pensar que vou ter a tranquilidade a compreensão e a contínua presença que me ajuda a ver as besteiras que penso, sinto e faço.

Obrigada linda Andrea, um beijão grande, do tamanho do mundo para si, podia ficar aqui o dia todo a escrever o que senti e o que sinto hoje.

E. A. (abril 2009)


Em dois momentos de grande aflição e de incapcidade de controlar a minha vida, recorri à ajuda da Dra Andrea Moniz. Em boa hora o fiz, porque as angústias, a incapacidade de dar um novo rumo à minha vida foram desaparecendo e a confiança em mim foi sendo readquirida. O conselho que dou a quem me estiver a ler é que recorram a este tipo de ajuda, quando atravessarem um período difícil. Não se deixem abater pelo desanimo e não cruzem os braços. Há, sempre alguém habilitado para lhe deitar a mão e ajudar.

C.N. (abril 2009)


Boa noite, é com respeito pelo vosso trabalho que me predisponho a responder ao V/ pedido. Fiz na vossa Clínica durante algum tempo psicoterapia mas antes de exprimir o que acho do assunto quero dizer que gostei muito mas estava a tornar-se um pouco dispendioso para mim e por esse motivo tive de parar o acompanhamento. Não quero dizer que os preços estipulados estivessem muito altos mas como este acompanhamento tem de ser frequente estava a ser difícil suportar a despesa. Acho que de uma maneira geral estes acompanhamentos em locais devidamente credenciados e de qualidade que é o V/ caso justificam o custo mas….

Para mim foi muito bom enquanto aí andei nas sessões porque uma pessoa recorre a esta ajuda quando outros meios e a nossa força já não chegam. Precisamos estar muito debilitadas psicologicamente que foi o meu caso. Tendo passado por quatro grandes desgostos e ter de encarar tudo com um sorriso é muito difícil e o ritmo a que hoje em dia a nossa vida é sujeita eu sozinha não teria conseguido ultrapassar o meu estado. Esta ajuda que buscamos na psicoterapia também se aplica a tratar depressões provocadas por os mais variados motivos não só desgostos pessoais que foi o meu caso, mas por algum cansaço dos empregos e da vida que levamos que nem sempre se apresenta como nós desejámos ou sonhámos que fosse.

A psicoterapia para mim não se consegue em casa só com os familiares nem só com amigos ainda que andem todos á nossa volta a querer ajudar pois a maior parte das vezes não entendem os nossos motivos. Neste tratamento psicológico ao sairmos de casa para a sessão de Psicoterapia sabendo que há alguém que nos espera  nos houve e acaba por ser um espacinho onde podemos falar, chorar os nossos desgostos, desabafar o que nos preocupa, conseguir tirar das palavras que ouvimos a ajuda que precisamos para nos fortalecermos é muito gratificante. Também temos que ter sorte com quem nos trata que foi o meu caso; Uma Dra. incrível que me acarinhou desde o primeiro dia, que me fortaleceu com as suas palavras, que me aconselhou nos momentos que foram necessários, que afinal me OUVIU com as minhas lágrimas ou com os meus sorrisos, nos dias de muita força e os de não ter força nenhuma, com os meus projectos e as minhas recaídas. Resumindo: Desde que estejamos no local certo com a pessoa certa é muito bom. Melhorei imenso e deixei pelos motivos que já mencionei mas é preciso muita força quando se pára, hoje penso e aconselho que não devemos abandonar sem estarmos mesmo bem. Não sei se dei um testemunho que possa servir de algo para alguém mas foi a minha intenção e o melhor que fui capaz.

CumprimentosR A (março 2009)

 

 

Web Analytics